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Imóveis Morar Bem Web - Avenida Presidente Vargas
   
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Avenida Presidente Vargas
 

O primeiro movimento de urbanização maior no Rio de Janeiro foi a abertura da Avenida Central, hoje Rio Branco. O casario fora desse espaço urbano se espalhava por vielas ainda muito desalinhadas, indo em direção ao Mangue, um canal em meio a terras pantanosas. A idéia de construir uma reta que levava até o Palácio de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista já fora apresentada por Mauá. No entanto, o antigo projeto só tomou forma no governo de Getúlio Vargas e se tornou a Avenida  Presidente Vargas. Para isso, o mesmo esforço de demolição e reconstrução do princípio do século teve que ser feito, originando o segundo “bota-abaixo”. Felizmente a polêmica na época sobre a Igreja da Candelária foi solucionada com a decisão de mantê-la no mesmo local e hoje temos ali um cruzamento entre as duas avenidas, que é uma referência no centro do Rio de Janeiro.


Casario e pequenas ruas, antes da Avenida Presidente Vargas.


Foto da Avenida em construção em 1943, onde se vê o Relógio da Central.

A idéia já nascia em 1857, com o Barão de Mauá, porém o verdadeiro corte perpendicular à Av. Central (Rio Branco), só foi inaugurado em 1944.
Em seu caminho, derrubou inúmeras construções, preservando a Igreja da Candelária, próxima ao encontro com a outra famosa avenida.

A canalização do mangue e o casario existente à época.

As obras da imponente avenida fizeram desaparecer a Praça Onze, tão famosa em músicas por seus desfiles no carnaval.

 

Hoje em dia, o seu percurso apresenta alguns pontos de interesse para o carioca: O relógio e a estação da Central do Brasil, o Campo de Santana, O Saara, grupo de lojas de artigos baratos em suas ruas transversais antigas e certamente a Igreja da Candelária.              

O Campo de Santana, atualmente chamado de Praça da República, era um local de despejo de lixo, considerado separado da cidade que vinha desde o Paço Imperial, na atual Praça XV até a Rua de Vala (atual Uruguaiana), também repleta de dejetos. Já naquela época se conceituava como fazendo parte da “Cidade Nova”. Esse local teve importância como ajuntamento militar para manobras e depois de cercado, como Quartel. Ali se deu a Aclamação de D. Pedro I, e posteriormente a Proclamação da República, em 1889, vindo a se chamar Praça da República. A casa do Marechal Deodoro, de onde este saiu para o ato da proclamação da república é hoje um museu e fica próxima à esquina da Av. Presidente Vargas.


Revista Nossa História –abril 2005, texto: " Quartel no Campo de Santana e Igreja no Campo de Santana.

 

Destacamos:

- O antigo prédio da Casa da Moeda, hoje Arquivo Nacional, o prédio histórico do Corpo de Bombeiros e o casario antigo. 

- Seguindo pela Rua Visconde do Rio Branco, onde está o Corpo de Bombeiros, chega-se à Frei Caneca, local de lojas para venda de madeira, metais e outros acabamentos de construção.

- Seguindo a Rua Buenos Aires, adentramos ao Saara, que é um ajuntamento de comércio barato muito intenso, principalmente aos sábados. As lojas hoje estão em sua maioria na mão de asiáticos, mas ainda se encontram lanchonetes e restaurantes especializados em comida árabe.

A CENTRAL DO BRASIL

A Central do Brasil (título de um dos mais famosos filmes brasileiros) é um encontro de diversas formas e vias de transporte público:metrô,ônibus,vans,e finalmente a ferrovia que a caracteriza. Atinge a diversos pontos urbanos e intermunicipais. Interessante que o sistema sempre pretendeu ser integrado, porque os bondes elétricos eram uma extensão do transporte para lugares onde não se chegava de trem, os chamados subúrbios. Ironia na vida carioca que subúrbio era tudo aquilo que não fosse próximo ao ajuntamento urbano, inclusive a Zona Sul. O sistema de trens é problema no Brasil porque se permitiu a construção de estradas de ferro de bitolas diferentes (largura entre os trilhos) e a logística se tornou comprometida em nosso país continente. Hoje se fala bastante no trem bala (TGV), importante sistema de comunicação entre cidades grandes da Europa e Japão. A quantidade de trabalhadores que circulam pelas imediações da Central dá oportunidade a uma gama de comércios de pequeno porte que sustentam muitas famílias.


Central do Brasil
Foto de Augusto Malta,  Estação Central do Brasil no início do século.
Atrás o Morro da Providencia ainda desabitado.

A favela do Morro da Providência foi a segunda povoação popular no Rio de Janeiro se sucedendo à do Morro de Santo Antônio (demolido no Largo da Carioca). Sua formação se deve ao grupo de soldados retornados da Revolta de Canudos, originando o nome do ajuntamento popular de Favela (localidade de reunião dos soldados quando na época do combate).

Vista do Morro de Santo Antônio, com o chafariz da Carioca, onde houve o primeiro ajuntamento de casas populares.

Destacamos:

- Comércio de barracas muito intenso, onde podem ser  encontradas aquelas peças de reposição de aparelhos obsoletos. O copo de liquidificador, o botão do ar condicionado e outras coisas mais.

- O prédio da Gare, o prédio do Ministério do Exército e na Rua Visconde de Inhaúma, o Instituto Rio Branco, com seus jardins.

- Rua General Pedra, atrás da Central, o Restaurante Sentai.


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