A ocupação inicial da lagoa se deve aos índios naturalmente que encontravam ali pesca abundante. A lagoa tem comunicações com o mar, sendo muito dependente sua vida dessa oxigenação. Essa característica a coloca como um laguna. Infelizmente, conforme vai ficar demonstrado por fotos, os sucessivos aterros inclusive com areia retirada da praia do Leblon, desfiguraram a paisagem e agravaram problemas estruturais. Consultando mapas franceses antigos, antes da fundação da cidade, alguns nomes indígenas classificavam o ponto como de água parada e os socós, aves, que viviam dos peixes mortos, davam o nome ao local de “Sacopenapan”. Apesar do agravamento dos problemas, os imóveis são muito caros na região. Podem ser vistos alguns antigos casarões em meio a prédios de luxo mais modernos, construídos sobre aterros.
Os primeiros portugueses na região davam a Lagoa como pertencente à Gávea, onde se poderia plantar com mais condições e espaço.
Em 1575 assume o governo da Capitania do Rio de Janeiro e parte sul do Brasil o Governador Antônio de Salema, que era jurista formado em Coimbra e se considerava um cosmopolita, tendo aversão à população indígena do local. Devido a seu interesse em construir engenho de açúcar naquela região, maliciosamente deixou por ali trapos que pertenceram a mortos pela varíola. Os índios de forma inocente pegaram os trapos e morreram daquele mal. Logicamente não é a maneira mais bonita de se iniciar uma ocupação, mas o nosso Rio de Janeiro está pontilhado por essas guerrilhas, formando uma cidade de história rica em Lendas Urbanas. A mortandade de peixes e o mau cheiro não são propriamente lendas, porque de fato acontecem.
As terras boas para o plantio da cana de açúcar foram compradas até serem herdadas por Rodrigo de Freitas, que dá nome à Lagoa. Este acrescentou pedaços comprados ao longo do tempo, indo até à Rua Marquês de São Vicente e até o mar, entre a Igrejinha de Copacabana(hoje o Forte) e a Av. Niemeyer.

A Igreja de N. Senhora de Copacabana e um andarilho “lambe-lambe” tirando sua foto.

A distância original, com boa passagem para o mar, nos anos 20. A história conta que os índios já verificavam a mortandade de peixes na Lagoa, mas esta foi muito agravada nos últimos anos, com as invasões e dejetos irregulares.

A Lagoa, linda em 1930, com o Corcovado ainda sem o Cristo.

Passeio nos anos 30.

Retiro da Saudade na Lagoa, anos 30.

Obras de aterro, anos 30

Praia na Lagoa, anos 60. O banho era arriscado, mas havia areia para se tomar sol e apreciar a paisagem. A pedreira ao fundo, à direita e Favela da Catacumba ao centro.

Obras para construção do viaduto em 60, com a pedreira ao fundo.

Auto estrada Lagoa-Barra, avançando sobre o Parque Proletário da Gávea. Impressionante mergulho para dentro do prédio de apartamentos. Ao lado o Planetário e a PUC.

Flagrante mórbido, da mortandade de peixes, em busca de oxigênio. Do site:
http://www.almacarioca.com.br/lagoa.htm

Vista muito interessante do site mencionado acima.

O remo na Lagoa em 1960. As competições continuam e lá existe o Estádio de Remo, com bom visual do pega.

Favelas existentes no passado e que foram removidas.
Destacamos:
Passeio na orla da Lagoa. Pode ser de bike, pedalinho, no carro ou a pé. Quadras, brinquedos para crianças, aparelhos de ginástica e muitos quiosques com boa oferta gastronômica. O percurso tem cerca de 8 km e pode ser feito sem maior esforço, pegando-se de vários pontos: Ipanema, Leblon, Jardim Botânico, Gávea ou Copacabana.
Árvore de Natal da Lagoa. As pessoas ficam abobadas com a profusão de luzes e param carros para assistir ao espetáculo de fim de ano. Há também fogos de fim de ano, podendo ser assistido de dentro dos restaurantes ou como andarilhos.
Circuito Gastronômico. Na reta da Borges de Medeiros que vai de Ipanema até o Leblon. A Rua Maria Angélica também é bem guarnecida de restaurantes.
Treinamento de remo. É preciso ir bem cedinho e os três clubes que estão lá, Botafogo, Flamengo e Vasco estarão treinando. Podem ser visitados.
Visual noturno. Existem alguns pontos onde os reflexos das luzes na Lagoa nos remetem a um planeta diferente. À noite, alguns quiosques têm programação artística, fazendo das noites quentes do Rio um acontecimento de verão.
Saídas pelas Avenidas para os bairros de praia: Afrânio de Melo Franco (Leblon), Jardim de Alá (Ipanema e Leblon), Saídas também pelas ruas de Ipanema, Vinícius de Morais, Joana Angélica, Aníbal de Mendonça e Henrique Dumont.
Andem muito e fotografem.
ANDARILHO
Conheça alguns Imóveis localizados próximos a Lagoa.
Clique aqui: Duo Prime
Gran Life
Botafogo Long Stay
Leblon Residence
Maisons Leblon